29.10.08

saudades do carnaval


Originally uploaded by Mantelli

dois pães na chapa, dois sucos de laranja, repetimos a dose. bate-perna até o saara a procura de adereços para inspiração. uma mulher brada "tem algum segurança nesta loja?!" enquanto a fila sentencia "deu mole aqui, ainda mais nessa época, aí."
uma galinha preta que batizamos de rex, mas podia ser momo, clara ou juliana. duas máscaras brancas pequenas demais para o uso. chapéu com guizo, cochichos e outras idéias de ladeira acima. óculos apenas para emoldurar.
E, claro, colares de flores (de plástico), daquelas que não morrem e lembram que todos os carnavais são eternos.
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cartaz

beija-me 
déjà vu 
deixa-me

volta ao mundo do lado de fora


visitei talia e melpômene,
os sábios do parnaso, trovadores, segréis e jograis
e numa alcatifa visionária assisti
um belerofonte ébrio aos abraços com a quimera

pra quê detalhes, rosetas, palmas,
infinitos símbolos profiláticos,
se já ergui os olifantes contundentes
que anunciam minha volta ao mar.

(bolinar é navegar em ziguezague)
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27.10.08

e viva o estado da guanabara


guanabara votou verde, neste último pleito. povo da heróica cidade de são sebastião, olhem só o tipo de notícia, curiosamente anunciada pelo governo do rio logo após as eleições. como disse a minha amiga pillow, nem deixaram o corpo esfriar.

25.10.08

como jogar telebol


telebol
Originally uploaded by Mantelli : GABEIRA 43

o telebol (ou tkbol) é a nova mania das praias do rio, principalmente na orla ipanemense. trata-se de uma modalidade esportiva baseada na prática da telecinese. 
é muito simples jogar: primeiro, forme uma roda com um grupo de quatro a seis amigos paranormais. coloque uma bola de telebol de titânio aeroespacial no centro (certifique-se que o produto tenha o selo de obtenção do metal pelo processo kroll; outra alternativa, mais cara, é a telebola de platina, produzida em larga escala na sumatra). dispute o zerinho ou um para saber quem levanta primeiro a esfera, que deve ser dos modelos de trinta e dois gomos. cada jogador deve se concentrar em gomos específicos e, assim, cuidar do seu próprio lote. com o poder da mente, a telebola deve ficar suspensa no espaço compreendido entre a cintura e uma área correspondente a duas cabeças acima do jogador. obviamente, perde quem deixar a pelota cair.
são consideradas faltas gravíssimas o uso de técnicas não-psicocinéticas (por exemplo, a criação de campos magnéticos com objetos que possam induzir levitação) e ilusionismo. mutantes devem se declarar como tais, pois existe uma categoria específica para eles. o jogador que sentir vontade de espirrar deve pedir para sair.


outro jeito
Originally uploaded by Mantelli
o telebol também é praticado em equipes, quando o principal objetivo da peleja é manter a esfera platinada bem alta no maior tempo possível. a imagem acima mostra um dia no posto 9, quando os competidores se preparavam para a seletiva do mundial de bangladesh.
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24.10.08

pós-nostalgia


enfim
Originally uploaded by
Mantelli


cascos, velas, caos, esta é uma questão que pouco importa, agora. fui tomado de assalto por letras bonitas, letras negras, finas, delgadas, era um alfabeto fashion week naquela noite de esguio. bem ouvia jorge, brother, fiquei de pé com minhas próprias obsessões. fui surpreendido pelos meus desejos.
tenho um vento danado de ser leve. vela grande para pouco casco. um espirro e se excedem os nós, nem sei ainda quantos deles mas um dia aprendo.
(remendo de inverno) café ligado na tomada, iogurte natural, granola, mel e um aquecedor quebrado. é o tipo de situação onde você encontra o vácuo, o nada, o juízo final. um anjo com a cara do jece valadão. gracejo infame de quinta. o espelho, eu no espelho, meu espanto especular refletido num corpo de menta. água ártica. palavras pouco gentis. me engano apenas com um meio-banho. o dia está lindo.
estou mergulhado bem fundo num pensamento de óculos, não preciso mais deles. sua música também tem corpo de menta. são pérolas com o sol. como o sol. como você. (minha língua dilata quando penso nisso)
cheio da contundência de nelson, criei bigode para ímã de decotes. pouca coisa (ou nada) é o que parece ser. por que, afinal, me surpreendo? a gente (ou nada) é o que parece ser.
(...)
estava bem, muito bem, entreatos. entreazuis. e algumas outras cores que refletiam, de vez em quando, nos cantos dos olhos. ah, só isso era muito bonito, viu?
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